sábado, 28 de novembro de 2015

...E se foi.

Penso não merecer segundas chances ou não fiz por onde construir todas aquelas paredes que eram necessarias para nos proteger. Só há a mim para culpar, e você gravou isso muito bem. Sempre me lembra do quanto sou responsável por ter todas aquelas marcas do que não deu certo, e do quão não mereço - e me culpo. E o pior de tudo é você não poder ver o quanto eu te adoro e, que você é meu.
- Aquela vontade que existia sobre ver o filme do nosso amanhã, esta, não existe mais. Evaporou-se no tempo como água fervendo, tão fervente quanto o seu "eu te adoro" que eu não posso mais ver, e tão forte como a certeza de que não há como ser mais seu.


sábado, 10 de outubro de 2015

Arte

E eu, que era pedra bruta, tanto me bateram, tanto tentaram me quebrar, por fim me moldaram, lapidaram como diamante, virei quem sou, arte escupida da intolerancia e do desespero dos outros.

sábado, 15 de agosto de 2015

Overdose

Overdose

Aquela voz lá, bem longe, era sua quando eu andava devagar, passando por uma névoa espessa, eu não conseguia ver nada a não ser as lagrimas que caíam de meus olhos e fazia molhar meus labios, que te chamaram, e hoje tremem, assombram-me, por dentro. Rangem a dor e aquele desespero - de repente o vazio toma conta - caído no chão eu sofro, respiro o que é meu ultimo adeus ao que posso ver, sentir, imaginar. E lá vem você, segurando minha cabeça, chorando o arrependimento de ter me jogado ao fim do poço, de ter me feito morar na escuridão de meus sombrios pensamentos, rigorosos, que cobram de ti uma culpa que é minha, uma dor que é minha, e a vida que era sua, que tirei de mim, que roubei de mim, e que nem tu ficaste, nem eu. Se perdeu no mundo das minhas amarguras e dores, dos choros e ardores, do fogo e, agora, da solidão.

Miltinho Ferreira

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Elo

Não é que eu não sinta saudades ou que seja frio. Acontece que nem ligo mais e, a solidão, depois do acordo firmado, já faz parte de mim.

Miltinho Ferreira​

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Consciência

O "se eu pudesse" é uma facada que só fere quem diz, e a cicatriz é lembrança constante da consciência que se sente como ferida aberta.

Miltinho Ferreira.

Vida

Vida

Até as rosas mais lindas do jardim um dia, pétala por pétala, chegam a seu fim. Vai-se como quem desaparece minuciosamente, fazendo questão de mostrar todo dia sua mais pura beleza, que outrora não pôde ter sido admirada por muitos, ou enlouquecida a mente admirada por outros. Essa é nossa vida que entre idas e vindas, temos a simples e única missão de tentar, por mais que vulnerável, sermos como uma rosa, que espalha seu cheiro a quem passa e que deixa triste aquele que a adora. Seja qual for o momento ou passagem, desde seu fim até a sua gloria.


Miltinho Ferreira 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Suor

Na verdade só eu sei o quão difícil foi aquela tua partida, de maçã, de amor, de manhã. Enquanto eu dormia, tu sumia e assumia a culpa de todos os avessos e perfeitos pós-complexos. Não da vida ou da ida, ou da vinda. Mas da sensação de ter que sair correndo em busca de algo que não se sabe onde está ou estará, ou voltará. Na paz de quem foi, deixou, a dor não foi, ficou, roubou de mim aquele sorriso que era seu, e me devolveu o verdadeiro amor que era meu, só meu e por mim, por fim, e só, amando quem me ama e suando por quem vale o peso carregar.

Miltinho Ferreira.