segunda-feira, 30 de março de 2015

Chão

Não é que a gente desista ou canse, ou até mesmo sinta-se derrotado. Mas é que as vezes parece incerto, e aquele chão não causa mais tanta segurança quanto antes. E o medo de pisar e cair se torna maior, mais cultivado no pensamento.

sábado, 28 de março de 2015

Casa coração

Casa coração.

Você chegou como o numero 1. Um aviso ou sinal, nem sei. Também não sinto essa necessidade de saber, ou encontrar respostas apenas para saciar meu consciente que meio tonto faz questão de tentar. Eu vou lá, tá? Vou pegar o que foi me dado, das chegadas, foste a melhor, e de partida, só aquele pedaço de metal - em dois, por favor! -. Quero saber se assim a gente vai se batendo, lado a lado, sem muito esforço ou forçado, mas de verdade, por pouco ou por muito, mas que seja na fé. Nessas vontades bobas, sorrisos sem graça e até mesmo desejos sentimentais, pois é! Sentimento #1. Daquele que a gente troca nome na agenda, enfeita e faz festa quando recebe mensagem, aquela coisa bem intima de inicio, e que já se planeja não ter fim. É bom viver assim, com essa inocência certa da incoerência, dos abusos, e intrusos que podem aparecer ou tentar chegar. Mas o que importa é não abrir janelas quando já entramos na casa do coração e deixamos claro que a porta está fechada.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Alvorada do amor

Alvorada do amor

Estende pra mim a tua mão
resgata-me, faz assim
Diferente de tudo o que foi
Não ha você sem mim

Não ha aquela dor
Sentimento de jardim sem flor
A cor da alvorada
A voz daquele amor

Vem pros meus braços
Me diz o que é que eu faço
Pois sem ti não sei viver
Quero teu calor pra me aquecer

Meus olhos não querem mais chorar
Sentimento ruim que não quero sentir
Me faz voltar a viver
Vem logo pra perto de mim

Corre,
Se joga pra mim
Amor pra me fazer sorrir
Vem que eu vou te sentir

Corre,
Gruda em mim
Vem corre, que quero teu amor
Amor pra me fazer sorrir


Miltinho Ferreira.



quarta-feira, 25 de março de 2015

Fatos



E eu rebatendo algumas falas vi que de importante a minha não tinha nada, eu não vivia no mundo real de quem falava, apenas observava de longe a estatística divulgada, não entendia como podia haver, assim tanto ser, que de fato se desesperava. Fui lá, convivi, senti na pele o que dizia, redescobri uma verdade absoluta que só sabe quem esteve ali. Quem sentiu na pele aquela opressão, mesmo que com tão pouca enfase, eu sabia, agora, que aquela realidade também era a minha, e então, só assim pude entende-la!


Miltinho Ferreira.

Ser Horizonte

Ser Horizonte



E que me esperem todas as manhãs sorridentes, não me guarde rancor ou ressentimentos, ó vida!
Lá estava eu correndo para o bem maior, e que me esperava de costas, olhando para o horizonte de meu ser. E eu nem sabia que por trás daquelas costas estava eu, e na frente o meu futuro, meu submundo escondido a frente de mim. Incapaz de acreditar na ideia de dois mundos, não sabia que existia duas capas protetoras, ou melhor, apenas uma, a outra me afundava, pesada, concreto era sua matéria prima, era esse meu coração. Outro de mim lá atras me via de costas, inocente fugia do que nem sabia, de realidades inconstantes, pensamentos flutuantes que me pensava louco, que me fazia bobo, do sentimentos de mim, dessas pessoas que viviam em meu consciente. Absolutamente inconsciente, habitava sem pagamentos fixos, de dia era quente, a noite frio. Me pagava com fortes dores, com lagrimas de falsos senhores, com falsas crenças de mim. Desses eus que nem conhecia, que me fazia perceber inexistente, infiel a mim. Era um paradoxo, eu era alguém que não existia para aquele olhar que me via de costas, acreditando eu ser o próprio horizonte.

Miltinho Ferreira.

terça-feira, 24 de março de 2015

Acordo de Nós.

Acordo de nós.

E toda vez que tocava aquela musica, eu imaginava nosso plano de fundo. Aquelas gargalhadas que incensavam toda a sala, cheiro forte era daquele amor que parecia não ter fim, em formas de risos naturais, altos, ecoavam por toda a área que nos cobriam, de amor. Fomos correndo, segurando as mãos, olhando um para o outro, tropeçávamos e sorriamos mais uma vez, tudo era motivo de brincadeira e felicidade, nada nos atingia, apenas o céu. Lá era o lugar mais alto, nosso limite mais profundo, nosso ato mais impuro, nossa imaginação, de salvação ou de preces, que nas horas que mais se entristece, não podia deixar haver, magoas ou solidão. Deitar e lembrar dos tropeços, das gargalhas que me faziam imaginar ser pra sempre nossa cumplicidade, nosso acordo marcado de afins, de tu e de mim, de nós!

Miltinho.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Lapela de rede

Ao abrir os olhos
Pedi que me esquecesse
Que ao mirar me entristecesse
Nascer morto de solidão
E esqueceu lá no horizonte
Olhos verdes mata selvagem
Pulava mais que boi e peão
Tentei, cresci naquelas colinas
Caatinga que só se imagina
Em sonhos de enfado verão
Nas tardes que deito na rede
Que despeço e sofro de sede
De amores irrecusaveis
De aguas quase invejaveis
De sonhos enfados morrerão
Nos amores, calores ardentes
E no chochilo carente
Aquele olhar sorridente
Sofre, pena e chora
Amarga de toda senhora
Que já se foi
Que esqueceu no abrir daqueles olhos
Do pedir obedeceu sem odio
E sumiu, se perdeu no desejo
Que um dia quase existiu.

Miltinho Ferreira.