Ao abrir os olhos
Pedi que me esquecesse
Que ao mirar me entristecesse
Nascer morto de solidão
E esqueceu lá no horizonte
Olhos verdes mata selvagem
Pulava mais que boi e peão
Tentei, cresci naquelas colinas
Caatinga que só se imagina
Em sonhos de enfado verão
Nas tardes que deito na rede
Que despeço e sofro de sede
De amores irrecusaveis
De aguas quase invejaveis
De sonhos enfados morrerão
Nos amores, calores ardentes
E no chochilo carente
Aquele olhar sorridente
Sofre, pena e chora
Amarga de toda senhora
Que já se foi
Que esqueceu no abrir daqueles olhos
Do pedir obedeceu sem odio
E sumiu, se perdeu no desejo
Que um dia quase existiu.
Miltinho Ferreira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário