sexta-feira, 8 de maio de 2015

Suor

Na verdade só eu sei o quão difícil foi aquela tua partida, de maçã, de amor, de manhã. Enquanto eu dormia, tu sumia e assumia a culpa de todos os avessos e perfeitos pós-complexos. Não da vida ou da ida, ou da vinda. Mas da sensação de ter que sair correndo em busca de algo que não se sabe onde está ou estará, ou voltará. Na paz de quem foi, deixou, a dor não foi, ficou, roubou de mim aquele sorriso que era seu, e me devolveu o verdadeiro amor que era meu, só meu e por mim, por fim, e só, amando quem me ama e suando por quem vale o peso carregar.

Miltinho Ferreira.

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