quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Agua que derrete

Agua que derrete.

Nos momentos de chuva escaça
Parei pra tentar entender o que me disfarça
O que me encanta e sabe o que quer
Como caçador que foge da caça

Lutando contra o que,
Quem sabe sei lá
Lutando contra tudo
Sem poder escapar

E de longe me vi sozinho
Abandonado a beira do caminho
Sem ter nem lagrima para chorar

E foi nesse meio tempo
Que a chuva sucedeu
Que meu corpo inteiro molhou
E o coração de vez amoleceu

Corri pro mundo sem destino certo
De modo incerto se preciso for
Dei adeus ao olhar do outro
Me fundi, como quem funde ouro

Miltinho Ferreira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário