quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ventanias amordaçadas

Ventanias amordaçadas


Nas ventanias daquela noite fria
Se espera apenas uma mao estendida
Uma casa vagamente aquecida
Para ainda o frio espinhar

E há quem queira um triste repouso
Um choro tenebrante de socorro
Uma piedade de choro e vela
Ha quem goste dessa mazela de se deixar chorar

Nao, nao entenda-me rapidamente
Deixe-me explicar o meu sofrer
Surto de memoria psicotico em mente
Louco amordaçado, insconciente

Só por ti corri
Desbravei outros rostos cheios de lagrimas
Pulei rios e cascatas
Vi coração sangrar

Nao tive tempo de ir as forras
Nao contive aquela loucura sem fim
Onde eu tirava de mim
E nao me deixava amar

Miltinho Ferreira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário