Ventanias amordaçadas
Nas ventanias daquela noite fria
Se espera apenas uma mao estendida
Uma casa vagamente aquecida
Para ainda o frio espinhar
E há quem queira um triste repouso
Um choro tenebrante de socorro
Uma piedade de choro e vela
Ha quem goste dessa mazela de se deixar chorar
Nao, nao entenda-me rapidamente
Deixe-me explicar o meu sofrer
Surto de memoria psicotico em mente
Louco amordaçado, insconciente
Só por ti corri
Desbravei outros rostos cheios de lagrimas
Pulei rios e cascatas
Vi coração sangrar
Nao tive tempo de ir as forras
Nao contive aquela loucura sem fim
Onde eu tirava de mim
E nao me deixava amar
Miltinho Ferreira.
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