quarta-feira, 1 de abril de 2015

DesParaiso DoPrazer

Não ha como olhar pra trás e não lembrar daquele par de olhos que fizeram questão de iluminar meus dias e noites. E ainda me fazia sorrir de bobo que era. Das tardes que começavam logo apos sua chegada, antes não me importava. Sua saída me dizia que era noite, e assim, tudo escurecia, conforme seus passos o fazia ir mais longe. Enquanto eu olhava para os peixes que ficavam na mesa ao lado da minha cama, as borbulhas do oxigênio que saía daquela bombinha de ar, ligada na tomada próximo a porta. Era um meio de articular minhas exigências turvas, que nem água baldeada, mas não as daquele aquário. Ali estava limpa e me diferenciava os pensamentos e sonhos, a mais bela imagem da clareza e nitidez de seus olhos que estampavam as paredes de vidro que separa os dois mundos, os nossos mundos. Uma hora me lembra nuvens do céu, igual magica de circo, outra hora me lembra neblina, que se não tiver atento, bate. A cabeça ou só o corpo, dois em um, e que disfarça o coração, unindo os dois, para que não sofra só pensamento.

 Miltinho Ferreira​.

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